5.9.07

Nem é preciso pesquisar muito pela web pra encontrar uma enxurrada de besteiras, a maioria hospedada em site sério, aliás sítio, que é palavra bem mais simpática usada pelos irmãos de além-mar e que, além de tudo, lembra cheiro de curral e goiaba com bicho. O saudoso Sérgio Porto, que assinava Stanislaw Ponte Preta, aliás em homenagem a um personagem de Oswald de Andrade, se esbaldaria em edições atualizadas do Febeapá – o Festival de Besteiras que Assola o País. Sérgio Porto, jornalista carioca, foi amigo de meu pai, quando morreu era eu ainda criança, mas as crônicas, livros e casos da vida real convivem comigo até hoje. Era um mestre em bater duro nos militares em plena ditadura, com uma ironia que a caserna não alcançava, e sabia como ninguém satirizar os acontecimentos da sociedade da época, a revista Manchete, ícone daqueles tempos, acabava de lançar “As Dez Mais bem Vestidas do Ano”, Sérgio Porto revidava com “As Dez mais Bem Despidas do ano” – e na mesma revista! Mas se vivo ainda fosse, Stanislaw já teria passado do volume 100 do Febeapá, chegou a lançar dois, e teria lançado empreitada bem mais ampla, pra ele seria mole recolher material para um Febeaplá – Festival de Besteiras que Assola o Planeta, ou o Planalto... Em homenagem a ele, passo a recolher, neste blog, notícias úteis e inúteis que mereceriam comentários de Sérgio Porto. São notícias verídicas e que não merecem explicação: “uma das mais constantes manifestações do Festival de Besteira, na sua fase presente, é a mania de querer explicar o que não tem explicação. Muito melhor é não dar explicação nenhuma.” (Febeapá 2, p.26)