31.10.07

Na ótima série “subpensamentos”, Marconi Leal pontifica: “no princípio, a comunidade humana tinha grande necessidade do grupo e dispunha de pouquíssimos vocábulos para se comunicar. Ou seja, era como um grande time de futebol”. Bem, estamos próximos ao fim dos tempos e continuamos nos comportando como um grande time de futebol, e cada vez mais acostumados ao besteirol e à roubalheira patrocinada pela cartolagem, com o aval dos políticos. Assim, já nos preparamos para mais uma CPIzza (by Rayol), a que (não) vai revelar os desvios de verba e o superfaturamento nas obras para a Copa de 2014, nenhuma cidade-sede revelou quanto teria no orçamento, mas as contas da copa na austera Alemanha revelam que foram gastos por lá a bagatela de 8 bilhões de euros, mais de 22 bilhões de reais – dá pra imaginar o tamanho da farra do boi por aqui. E enquanto clubes e governos calculam os lucros, surge a notícia da perfeita simbiose entre o futebol e a política brasileira: Romário foi convidado a se candidatar a vice-prefeito do Rio...