8.12.07

INTÉ !!

Ai, ai, já rimos um bocado, demos altas gargalhadas, hora de voltar à vaca fria, como diria minha avó – a vida continua. Aprendi algumas cositas nestes quase 4 meses (interruptos), já cansei de repetir que comecei isso aqui por interesse profissional. Mas também por curiosidade pessoal. Num tempo em que pessoas conseguem ficar íntimas de quem nunca viram lá do outro lado do rio, mas evitam qualquer intimidade com quem mora na porta ao lado, queria ao menos tentar entender os atrativos da blogosfera. “Blogar vicia...”, alguém sempre soprava. Como pode alguém se viciar em escrever bobagens pra expor ao mundo e depois ficar lendo comentários anônimos, seja por que não assinados, seja porque assinados por alguém de que não se conhece carne, osso ou alma? Se é vício, é meio hedonista, não?
Voltando à vaca fria, aprendi que a história do Verbo foi escrita pelo diálogo. Quantas vezes lamentei as porcas ferramentas oferecidas pelo Blogger, que já parte do velho princípio de que quem escreve é mais importante do que quem lê, ou de quem comenta! O espaço do post é livre e tem alta visibilidade, o de quem comenta fica recluso a uma janela, ou a uma página à parte, distante do texto... Naveguei muito – não muito, é verdade, se imaginarmos o tamanho da blogosfera e a quantidade de novos blogs que surgem todos os dias – o suficiente para perceber que raras vezes o autor do post se digna a dar uma resposta. Neguinho puxando uma conversa, puxando o saco mesmo, em busca de uma palavra, uma palavrinha apenas, mas o autor se fecha em copas... Ou responde malcriado, na linha “os incomodados que se retirem, esse espaço é meu, faço dele o que quiser”, cansei de ler coisas assim, nada espantoso, apenas mais uma demonstração do EU. Acabei por freqüentar aqueles que se davam ao trabalho, ainda que sem muito esforço, de um “olá, eu li sim”. Listei alguns blogs aqui, uns porque realmente me divertiam, outros porque se mostravam abertos a alguma troca de idéias. Mas a verdadeira conversa rolou foi aqui mesmo, no pequeno espaço dos comments. O que reafirmou minha certeza de que não pode haver “moderação” ou censura de qualquer espécie, e o motivo é simples: se você escreveu um texto, uma bobagem qualquer, e publicou no mundo, então güenta! Tem que receber o feedback na lata! A outra opção é continuar cometendo textículos (by MR) que vão parar no fundo da gaveta... ~

E nesse mundão que é a web e sua blogosfera, deu pra perceber que 99,5% são pura merda. Os outros 0,5% ficam tentando provar que são A exceção, com A maiúsculo mesmo, em mensagens cifradas, textos pseudo-eruditos, citações não autorizadas ou inventadas, frases com significado oculto e por aí vai. Tem até quem pense que isso é mesmo coisa séria, que rir em blog é pecado... Bem, depois de 79 posts (este é o 80º!) afirmo que bloggar não vicia, mas dá trabalho e toma tempo – trabalho já temos todos de sobra e tempo é coisa que nos falta. Como já anunciei em conversa lá no Dom Caixote, vou pela lei do menor esforço, por motivo de força menor. Calma, gente, juro que eu e RM combinamos nadinha – na verdade combinamos algumas coisinhas, sim, mas não essa rsrsrs – é que tem coisas bem mais bacanas pra se fazer, simples assim! Encerro isso aqui com agradecimentos sinceros a todos os que passaram por aqui um dia e aos que participaram assiduamente dos bate-papos: à Simone Maia, que foi a primeira a encontrar o Verbo; ao MR, leitura obrigatória e que se tornou amigo de carne e osso; à Clarice, que tantas vezes se abriu aqui, tornando-se mais real que virtual; ao Rafael, pelas importantes provocações – e a quem peço desculpas se por acaso um dia a confraria foi meio cruel – repara não, criança é mesmo cruel rsrsrs; à Amélie, não apenas pelas lições de postagem, mas também pela coragem (não tentei a rima, saiu, sorry...); à Cláudia, que foi ganhando força e se fazendo presente com doçura mais que necessária; à Malu pela alegria, pela juventude e pela espontaneidade; mais recentemente à Anna e à Mara, que em pouco tempo marcaram este espaço. Mas o agradecimento especial todos já adivinharam pra quem vai: ao Roney Maurício, o RM, por promover a única coisa que de fato interessou a todos por aqui: o diálogo.

Inté qualquer hora e não se esqueçam de sorrir!