Quem tem filhos sabe como é fácil o pequeno trombar, na creche, com um coleguinha mordedor. Ódio total é o que sentimos quando vamos dar banho no neném e flagramos a marca roxa dos dentinhos alheios. A criança mordedora é o tormento de todo mundo: a professora não pode se distrair 1 minuto, os mordedores têm a incrível capacidade de cravar os dentes no exato momento em que o adulto de plantão vira as costas; os pais das outras crianças querem matar o bebê carnívoro e vê-lo expulso definitivamente para o inferno. E quando é o seu próprio filho o mordedor? Primeiro tem o constrangimento de ser chamado na escola porque o filhote é um canibal, depois ser apontado na reunião de pais como o progenitor do demônio - e ainda é preciso amargar a sensação de impotência total, como explicar a um bebê de um ano e meio que ele pode roer o brinquedo de plástico pra coçar os dentinhos, mas não pode morder o bebê fofinho e gorducho que está bem ali ao lado? Um dos meus filhos foi vítima de um bebê assim, as marcas geralmente apareciam nas costas. As professoras se desdobravam em atenções, ao bebê mordedor, não ao meu filho, na esperança de evitar as ligeiras e quase inevitáveis investidas. A história só parou quando meu menino apreendeu a manter distância do inimigo, ou aprendeu a dar-lhe uns tapas, vá saber, o fato é que as marcas cessaram. Nele, porque o mordedor continuou, por um bom tempo, atacando outros coleguinhas. Agora imaginem o espanto de uma mãe ao buscar o filho de um ano e nove meses na creche e encontrar nada mais, nada menos, do que 52 marcas de mordidas! Vejam as fotos tiradas no dia do evento, sexta passada:
17.6.08
Não deu outra, virou caso de polícia, uma ou duas marcas dá ódio, mas dá pra entender, já para 52 mordidas não há explicação, onde estava a professora enquanto o vampirinho fazia o festim? A agressividade precoce vai se somando à negligência dos pais, psicólogos garantem que o bebê mordedor está mandando recado de carência afetiva. No Conselho Tutelar de Contagem, na região metropolitana de BH, onde todo muito foi parar nessa segunda, os pais do pequeno canibal de menos de 2 anos reagiam com um misto de impaciência e raiva generalizada – da escola, da mãe da pequena vítima e do próprio pimpolho, que certamente vai levar uns cascudos em casa. A diretora da chamada creche garante que ninguém viu nada e se declarou chocada e perplexa. Não colou, vai responder na justiça pelo crime de negligência.
Assinar:
Postagens (Atom)


