
Quem enfrenta o trânsito na cidade grande sabe identificar de longe o motorista-mala. Aquele que demora mais de 30 segundos para arrancar quando o sinal abre e no quarteirão seguinte vai parar, sabe-se lá como, bem atrás de você, apenas para o mala buzinar no seu ouvido antes que o sinal fique verde. É o mesmo que costura o trânsito sem dar seta, dirige no meio das faixas e estaciona ocupando vaga e meia. Bom tempo atrás o mala-mor do volante era dono de um Opala. A gente via um Opala e já ficava pra lá de precavido, isso bem antes de alguém falar em "direção defensiva". Depois o mala passou a dirigir Monza – amigo meu garante que Escort também. Nos dias de hoje não saberia dizer que carro exatamente o mala prefere porque, pelo menos pra mim, vai tudo ficando idêntico, bunda de Palio, de Gol e de Renault é absolutamente igual. E tem uma categoria específica de mala que não escolhe veículo, escolhe é a aparelhagem de som – e acha que todo mundo adooora ouvir funk ou bate-estaca no trânsito às 7 e meia da manhã. Ou às duas da madrugada.
Uma utilíssima pesquisa da Universidade do Colorado, EUA, vai nos ajudar a identificar, de longe, os novos-malas agressivos do trânsito: com 98% de certeza, ele terá posto um adesivo qualquer no carro. Não ria! Os pesquisadores tabularam milhares de dados sobre brigas no trânsito, infrações e acidentes. E encontraram uma coincidência impressionante no currículo dos motoristas malas: o adesivo no carro. Sem saber o que fazer com esse dado, os pesquisadores formaram uma equipe interdisciplinar que incluiu cientistas sociais, antropólogos e psicólogos, e partiram para a etapa das entrevistas. Concluíram que quem decora o carro, seja com frases estúpidas, seja com o escudo do time, seja com as superpoderosas, tende a se comportar como "o dono da rua". O adesivo em questão pode ser fofinho, como "eu amo a natureza", não importa. Segundo os pesquisadores, a questão não é o conteúdo das mensagens, mas o simples fato de o motorista ter necessidade de personalizar o carro, assinalando sua propriedade privada e “marcando o território”, igualzim fazem os cachorros, por exemplo. E bicho que marca o território ataca quem cruza pela frente, simples assim.
Ontem vi um carro com um adesivo imenso, cobrindo todo o vidro traseiro: “vivo a vida com Jesus” e, por via das dúvidas, mudei de faixa.
Uma utilíssima pesquisa da Universidade do Colorado, EUA, vai nos ajudar a identificar, de longe, os novos-malas agressivos do trânsito: com 98% de certeza, ele terá posto um adesivo qualquer no carro. Não ria! Os pesquisadores tabularam milhares de dados sobre brigas no trânsito, infrações e acidentes. E encontraram uma coincidência impressionante no currículo dos motoristas malas: o adesivo no carro. Sem saber o que fazer com esse dado, os pesquisadores formaram uma equipe interdisciplinar que incluiu cientistas sociais, antropólogos e psicólogos, e partiram para a etapa das entrevistas. Concluíram que quem decora o carro, seja com frases estúpidas, seja com o escudo do time, seja com as superpoderosas, tende a se comportar como "o dono da rua". O adesivo em questão pode ser fofinho, como "eu amo a natureza", não importa. Segundo os pesquisadores, a questão não é o conteúdo das mensagens, mas o simples fato de o motorista ter necessidade de personalizar o carro, assinalando sua propriedade privada e “marcando o território”, igualzim fazem os cachorros, por exemplo. E bicho que marca o território ataca quem cruza pela frente, simples assim.
Ontem vi um carro com um adesivo imenso, cobrindo todo o vidro traseiro: “vivo a vida com Jesus” e, por via das dúvidas, mudei de faixa.