Na minha infância a árvore de Natal era um galho de pinheiro mesmo, eu ficava irritadíssima com a ponta que insistia em tombar para um dos lados. Os enfeites eram bolas de vidro, iam perdendo o brilho ano a ano, e a cada Natal pelo menos uma delas se espatifava no chão, cansei de cortar os dedos com os minúsculos caquinhos. O tempo foi passando e surgiram novas possibilidades, me lembro de um ano em que fiquei encantada com um longo fio de neve que circulava a árvore, feito por nós mesmos, com barbante e pipoca, uma diversão passar a agulha em cada floquinho! Depois vieram as árvores de plástico, primeiro as magrinhas e com poucos galhos, depois as mais repolhudas, uma delas tinha quase a minha altura! Minha avó nos estimulava a criar enfeites diferentes, laços, presentinhos feitos de caixinhas de fósforo forradas de chitão ou papel brilhante, copinhos de plástico com cara de papai noel e suas barbas de algodão. As árvores da minha infância eram sem dúvida mais pobres, mas participávamos com alegria da montagem e achávamos tudo brilhante e multicolorido. Hoje a árvore plástica tem quase dois metros, os enfeites são um mimo made in China, luzes piscam em 10 ritmos diferentes. Se eu acho a de hoje mais bonita? Certamente. E isso porque a vejo nos olhos do pequeno, que brilham a cada novo enfeite dependurado, a árvore alta ganha uma saia de penduricalhos na altura das mãozinhas.
Mas a árvore de Natal lá de casa é tão pobrezinha e tosca quanto a da minha infância, se comparada ao que pode a nossa vã tecnologia...
Tapete high-tech gera energia para iluminar árvore de Natal
Os pedestres de Shibuya, no centro de Tóquio, podem ajudar a iluminar uma árvore de Natal montada na região. Isso porque uma espécie de tapete, disponibilizado na calçada, gera energia quando as pessoas pisam nele, funcionando como uma fonte de energia sustentável para a iluminação do enfeite natalino.